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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Isekai Izakaya Nobu - Capítulo 07

Capítulo 07 : O Desafio da Jovem Senhorita (Parte 1)



Johann Gustav primeiro se surpreendeu com o calor dentro do estabelecimento.

Quando se fala em taverna comum, ele só conhecia aquelas de pé, com correntes de ar frio entrando pelas frestas. Mas esta aqui era diferente. Apesar de pequena, havia cadeiras, e o espaço estava disposto de forma que os clientes pudessem se sentar e apreciar tranquilamente a comida e a bebida. O fato de terem esse cuidado era um bom sinal.



Depois de sugerir que sua acompanhante se sentasse primeiro, Johann Gustav examinou o interior mais uma vez.

Nas paredes, placas escritas em caracteres estrangeiros estavam penduradas por toda parte, formando algo que parecia um cardápio. Isso também tinha seu charme. Ele secou as mãos com o "oshibori" um pano grosso e quente que lhe foi oferecido naturalmente, saboreando a atmosfera do lugar.

O fato de o cardápio estar exposto na parede sugeria que o estabelecimento esperava receber clientes alfabetizados, das classes mais altas. Além disso, demonstrava a habilidade do cozinheiro, capaz de oferecer tamanha variedade de pratos. Se os símbolos escritos abaixo dos nomes indicavam os preços, isso também revelava o orgulho do cozinheiro: manter os valores inalterados, independentemente das flutuações no custo dos ingredientes, sempre oferecendo a mesma comida pelo mesmo preço.

Sem sequer ter provado um único prato, Johann Gustav já havia se afeiçoado àquele lugar.

Ao mesmo tempo, sentia uma ponta de vergonha por ter que impor um desafio absurdo a um estabelecimento com um cozinheiro tão excelente.



— Posso anotar o pedido?

A atendente perguntou com uma expressão gentil. Não era indelicada, nem excessivamente servil.

— Bem… Hildegard, o que você quer comer?

Johann Gustav perguntou à sua acompanhante, a jovem Hildegard. Ele mesmo achava que era um papel desagradável. A resposta, como sempre, já estava decidida.

— Quero comer algo gostoso que não seja fedido, nem picante, nem azedo, nem amargo, nem duro… e que não seja pão, nem batata, nem mingau, nem ovo, nem ensopado.

A jovem Hildegard, com seu rosto bem definido como o de uma boneca, pediu o absurdo de sempre. O que se pode comer no inverno na antiga capital é limitado. Quase tudo tem cheiro forte ou, para disfarçar o odor, é preparado com temperos intensos. Algo gostoso que não seja pão, batata, mingau ou ensopado… não existe no inverno na antiga capital.

Hildegard, é claro, não acreditava que algo assim realmente pudesse ser servido. Ela só queria ver o cozinheiro se atrapalhar ao ouvir um pedido tão absurdo e se divertir com isso. Era uma alma terrivelmente perversa.

Apesar de ter apenas doze anos, Hildegard logo seria casada. Como forma de consolo, ele a trouxera a esta taverna famosa na cidade, mas, no fim das contas, as esperanças eram poucas.

Com um sentimento de culpa, Johann Gustav observou a expressão da atendente. No entanto, não viu o rosto preocupado que imaginava.

— Algo gostoso que não seja fedido, nem picante, nem azedo, nem amargo, nem duro… e que não seja pão, batata, mingau, ovo nem ensopado. Certo. Por favor, aguarde um instante.

Ela confirmou com uma voz alegre e repetiu a encomenda ao cozinheiro, palavra por palavra. O cozinheiro apenas assentiu em silêncio. O que será que ele pretendia servir?



Por mais que parecesse, Hildegard era filha de um visconde e sua herdeira. Não seria nada agradável se lhe servissem algo estranho. Desde que perdeu os pais cedo, seu tio Johann Gustav a criou como seu guardião. É verdade que ele a havia mimado um pouco. Ele amava sua sobrinha de personalidade tortuosa como se fosse sua própria filha. E, justamente por isso, seu desejo de vê-la partir em segurança e com saúde era ainda mais forte.

Ele sempre se preocupava com a impossibilidade de atender aos pedidos absurdos dela. Agora, sentia vergonha de sua própria tolice por nunca ter imaginado que um pedido desses seria aceito com tanta naturalidade. Jamais pensou que o "fato de servirem a comida" se tornaria motivo de preocupação.



A atendente, com movimentos experientes, preparou à frente de Johann Gustav e Hildegard uma caixa de ferro. Não, não era uma caixa comum. Ao que parecia, tratava-se de um pequeno fogão portátil. Que ferreiro teria tido uma ideia engenhosa dessas? Se possível, ele gostaria de convidá-lo para trabalhar em seu próprio domínio.

— Atenção, vou acender o fogo. Cuidado para não se queimar.

Dizendo isso, a atendente girou o botão da caixa. Com um som abafado, uma chama azulada se acendeu. Impressionante. Sobre o fogo, foi colocada uma panela de cerâmica. Entendia-se a proposta: cozinhar na frente dos clientes. Em um dia frio, essa consideração era de uma delicadeza admirável. Por mais deliciosa que seja uma comida, ela perde o sabor se esfriar até chegar à mesa. Saborear algo recém-saído do fogo, na verdade, é um luxo que nem mesmo os nobres podem desfrutar com frequência.



Dentro da panela, algo como uma casca esverdeada estava submerso. Provavelmente, era uma alga marinha. Seria aquilo o "algo gostoso que não é fedido, nem picante, nem azedo, nem amargo, nem duro, e que não é pão, nem batata, nem mingau, nem ovo, nem ensopado"?

Ele olhou para Hildegard. Ela dirigia um olhar de expectativa para a água que borbulhava dentro da panela. E fazia sentido. Criada com todo o cuidado, Hildegard certamente nunca vira água ferver tão de perto. Até no banho, por medo de que se queimasse, eles lhe davam água já morna em uma bacia tão protegida era.

A atendente deslizou lentamente para dentro da panela uma espécie de bloco branco. Algo quadrado. Johann Gustav nunca vira nada igual. Certamente, aquilo era o prato em si.

Nem Johann Gustav, nem Hildegard, nem a atendente, nem o cozinheiro diziam uma palavra.

Apenas o som do bloco branco cozinhando ploc, ploc preenchia todo o interior do estabelecimento.